P E
MR¯D

PROJECTOS / T / P / G / Todos

Memória Futura

2013

Autoria

Miguel Rios com a colaboração de Telma Barrelas


Apoio

IMO - Inspired Memorable Objects


Ref.

MR¯D/prj.14


Cat.

Produto

Galeria

Miguel Rios é representado pela galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, Portugal

Exposição

Memória Futura | 17.09 — 02.10.2013
at Cristina Guerra Contemporary Art



A exposição de objetos de design que Miguel Rios apresenta na Galeria Cristina Guerra é uma instalação em torno da presença de duas tipologias de objetos: variações em torno de um dispositivo que não pertence ao nosso léxico de objetos quotidianos mas que poderíamos descrever como inaladores e uma mesa. Se os primeiros objetos não possuem nomenclatura porque não existe uma tradição de uma função social ou pessoal a eles adstrita, a mesa pertence a um léxico milenar que a faz ser reconhecível por um nome, uma função e um conjunto tipológico

Comecemos, então, pelos objetos que não têm nome.

São objectos em cerâmica e vidro e um último (também em vidro) que se destaca pela sua complexidade. Estas peças nascem de uma memória de dispositivos do universo laboratorial, sucessivamente redesenhados e reconvertidos para cumprirem uma função, a de proporcionarem aos seus futuros e hipotéticos utilizadores uma experiência olfativa. São peças compósitas que podem ser associadas ao ambiente termal da inalação, do vapor, do odor, opacas na sua versão feminina e (hélas) transparentes na sua versão masculina. A sua determinação de género é efetuada por um nome: chamam-se Winnie (na versão feminina) e Willie (na versão masculina), nomes retirados a Happy Days, a peça de Samuel Beckett de 1961. A relação com a peça de Beckett perpassa por todo o ambiente construído para a apresentação dos objetos, nomeadamente a figura feminina de Winnie que, longe de toda a causalidade, rememora o seu passado a partir do conteúdo da sua carteira, presa num buraco na terra por razões obscuras. O passado, na obra de Beckett não existe como causalidade, mas como produção de um agente. O objeto que Miguel Rios concebeu a partir deste universo é um dispositivo para a produção de uma memória que é a forma da nossa relação com a construção de um passado.

Nesse sentido, os inaladores de Miguel Rios são dispositivos que possuem uma determinada função – servem para cheirar odores do passado, como a terra molhada depois de uma chuva, ou um cheiro a infância, algures no campo --, sinalizada por uma bomba de pulverizador de perfume e um bucal. Essa função liga-se, pela conotação hospitalar, a toda uma tradição de dispositivos de inalação, nebulizadores, vaporizadores, que pertencem ao universo termal, ou do sanatório, lugar literário por excelência da produção de memórias – isto é, da sua construção para o futuro, como acontece em Thomas Mann. Por outro lado, no contexto artístico, a fenomenologia do odor e a sua aplicação à respiração e à partilha está intimamente ligada à arte brasileira nascida do neo-concretismo, nomeadamente a Lygia Clark e Hélio Oiticica, a primeira em dispositivos a que hoje chamamos relacionais, o segundo nos bólides que possuíam cheiros (como café, por exemplo) que funcionam como detonadores de memória e um jogo de reconhecimento.

O mesmo acontece nestas peças: elas são um jogo de reconhecimento de universos olfativos que constroem, por si mesmos, memórias, remetendo para a construção futura de um passado. São objetos “esperançosamente futilitários”, como a própria personagem Winnie foi descrita por Robert Brustein.

As três mesas fazem parte de um sistema de mobiliário de escritório em desenvolvimento, aqui apresentadas como conceito, na sua versão de projecto. O contraste entre o rigor e a opulência do espelhado, a precisão do acabamento, possuem uma conotação quase teatral, certamente performativa.

Desenvolvidas como parte de uma linha de escritório em parceria com a IMO, partem de uma tipologia de mobiliário de escritório que remete para o universo do modernismo da década de cinquenta do século passado. A sua versão atual, subtilmente assimétrica – e a instalação em linha na Galeria permite compreender a sua assimetria -- corresponde a uma edição limitada de 5 exemplares e que poderá vir a fazer parte da gama de mobiliário de administração, encontrando-se em desenvolvimento (numa equipa que também integra a designer Telma Barrelas, colaboradora de Miguel Rios) a adaptação a um sistema de escritório, no qual as suas funcionalidades virão a ser concretizadas.

De reparar que a superfície espelhada é produzida em inox, material que permite a produção (ao contrário do vidro) de um espelhado perfeito, que não duplica a imagem na superfície. A temperatura das mesas, no entanto, é matizada pelos rebordos em MDF lacado de cores terrosas, temperando o universo frio com mais uma remissão para a combinação de materiais existentes no dealbar da moderna cultura do mobiliário de trabalho para escritório (as combinatórias de madeira, metal e fórmica) que pertence à nossa memória coletiva.

Todo o ambiente de apresentação das obras é envolvido pela mesma dimensão cenográfica, como um palco para uma ação qualquer – ação que, evidentemente, só pode ser desenvolvida no jogo de reconhecimento que aceitamos jogar; construindo, para memória futura, os odores reinventados do nosso passado.

Delfim Sardo
September 2013

STORM SYSTEM

2010 — 2013

Site

stormsystem.eu


Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.13


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

STORM SYSTEM by MR¯D

Neste início de milénio pós-industrial, ambiental e demograficamente complexo, é urgente refletir sobre as transformações que ocorrem na interação entre o individuo, a urbe que habita, o meio ambiente no qual se insere e as suas próprias condições de proteção. O crescimento populacional do nosso tempo obriga a uma reorganização do espaço, nos mais variados contextos com que o individuo se cruza nas grandes superfícies urbanas, assim como a uma interiorização dos impactos das consequentes alterações comportamentais. Deste modo, propaga-se um excesso logístico e ambiental insuportável (e vice versa), resultando numa situação mais propícia a cenários improváveis para a coexistência humana. Poluição e intempéries culminam numa incapacidade de suporte do ecossistema natural e urbano e, portanto, numa imediata e maior instabilidade quer do individuo per se, quer do coletivo que esse indivíduo constitui com os outros. Emergem, assim, novas necessidades logísticas, habitacionais e até protecionais, pelo que, consequentemente, todo um novo contexto de vivência para o Homem deverá ser equacionado. Estas necessidades catalisam todo um raciocínio de design contextual, de elevada importância no que se refere a sua capacidade de poder vir a contribuir com soluções em concordância com o novo habitat global. O território e o contexto parametrizam a intervenção de uma ação conjunta do Design e da Tecnologia, abrindo campo a uma discussão alargada à Arte e à Sociologia.


Contextualizando este projeto, considera-se o tempo de ação pós-civilizacional. Paisagens pós-urbanas, fustigadas pelas mais variadas intempéries, provas da vitória da técnica que no seu mais alto momento de glória pereceu no esquecimento, numa condição de natureza ubíqua e inanimada. Florestas de aço, densas e estéreis, condenadas a testemunhar o deambular de homens ausentes de propósito, primatas da era pós-tecnológica. Primatas como consequência da singularidade civilizacional que teve lugar algures no tempo, por nós designado Tempo Alfa, que foram confinados a uma aceitação inquestionável do real. Primatas que habitam um espaço tido como ubíquo, repleto de memória e signos que carecem de significação. Há assim, neste confronto entre o nosso tempo e o Tempo Alfa, espelhos que devolvem ao Homem um reflexo civilizacional de si mesmo. O novo primata é posto em contacto com a memória do espaço que habita, com a memória da sua própria condição.

E é nesta perspetiva histórica que surge, enquanto objeto de design, o STORM SYSTEM. Este acompanha a mensagem e simultaneamente é a mensagem, condensando em si o fator experiência de um tempo anterior (arqueologia do futuro) e simultaneamente um dispositivo para este novo tempo. O STORM SYSTEM, peça de vestuário de inteligência contextual e tecnológica, surge igualmente no sentido de dar continuidade à prática a que o MR-D se propõe, no âmbito da relação entre design e tecnologia enquanto resposta aos novos reptos da contemporaneidade urbana. É uma gabardina inteligente, que pretende ir muito além da esfera que lhe é imediata, ou seja, a esfera do vestuário. Insurge-se enquanto dispositivo de proteção corporal, cuja volumetria reconfigura visual e formalmente a tridimensionalidade corporal do seu utilizador. Tendo o corpo humano e as suas necessidades para o desempenho na nova vivência urbana como génese, o STORM SYSTEM apresenta-se como uma solução que abrange desde a proteção, mediação e visibilidade, até à componente térmica integrada, valências entendidas como concretizações do ponto de vista formal. Por forma a sistematizar o raciocínio subjacente, este projeto poderá definir-se em quatro abordagens inter-relacionadas:

MANIFESTO: O STORM SYSTEM é um call for action, um apelo comportamental no que concerne a questão ambiental, e a consequente modificação da nossa identidade pelo uso e materializações da tecnologia. O novo individuo para uma desconhecida era adversa torna-se mais primário.

DESIGN: Tendo como base a filosofia de trabalho deste gabinete (lógica de raciocínio, metodologia de projeto, recursos de I&D, e política de design), o STORM SYSTEMmaterializa um conceito, e comunica a metáfora pela forma e pela integração da tecnologia. É um produto conceptual para um ambiente urbano, precursor de uma peça de vestuário comercial destinada às cidades de hoje.

TECNOLOGIA: Trabalhando em estreita colaboração com os nossos parceiros portugueses e internacionais, os resultados da materialização do conceito trouxeram mais conforto e proteção ao utilizador ao nível do vestuário (iluminação, aquecimento e sensores | controle | touch pad).

IDENTIDADE: Este projeto foca-se no entender do design e da tecnologia como extensões do homem a vários níveis. Salienta-se particularmente o lado simbólico e a forma como qualquer complemento que se cria para o corpo humano (re)construir a nossa identidade. O resultado visual do STORM SYSTEM, proteção máxima do individuo, quer ao nível dos processos mentais, antropológicos e sociais, quer ao nível do aspeto físico, corresponde à adulteração máxima da identidade do indíviduo tal como o conhecemos. Se por um lado existem ganhos significativos, verifica-se que num cenário extremo, incorremos num risco sério de alteração de identidade. Assumindo a proteção como objetivo primordial, e sublinhando a mesma enquanto um comportamento de defesa, logo, por si só, uma necessidade primária, torna-se imperativa a preservação do corpo e dos principais sentidos, condicionando-os de uma forma quase obrigatória. Ao fazê-lo regula-se a expressão da identidade, mas mais do que a alterar, há uma séria possibilidade de anulação.

A solução torna-nos anónimos.

MIGUELRIOS¯DESIGN
22 de Fevereiro 2013

Cadeira Pirson

2010

Cliente

APPLETON SQUARE +

EMPTY CUBE Project


Ref.

MR¯D/prj.12


Cat.

Mobiliário

Descrição

Cadeira Pirson

Após a intervenção de treze artistas, João Silvério, curador do Empty Cube, dá início a um novo ciclo do projecto abrindo-o a designers. O gabinete Miguel Rios Design inaugura esta nova fase com a peça Pirson: “Je pourrais aussi regarder la chaise comme un object (parmi d’autres)...”, enquadrando esta participação no seu ciclo de colaborações com os universos da arte e da arquitectura.


Convidado a intervir num dos seus espaços de eleição, o CUBO, e tendo como leitmotiv as relações entre a Arte e o Design, poder-se-á sintetizar o enquadramento teórico-conceptual deste projecto no estudo dos esquemas mentais das impossibilidades versus a funcionalidade do objecto.

Para tal, foram discutidos pelo designer Miguel Rios com a equipa do gabinete as pesquisas e conclusões de Jean François Pirson, Donald Judd, e Louis Albert Necker, nas dualidades da arte e do design, do minimalismo e da ilusão de óptica, da percepção e das impossibilidades, tendo como resultado um objecto onde as suas múltiplas dimensões são evidenciadas num único e mesmo momento. Neste trabalho pretendem-se consubstanciar ideais e resultados, pelo elogio ou desacordo com os autores mencionados, para lá da inovação, da estética ou da funcionalidade.

Pirson: “Je pourrais aussi regarder la chaise comme un object (parmi d’autres)...” assume-se mais como um statment do mecanismo de raciocínio do gabinete, imbuído nas suas múltiplas influências e enquanto veículo de tradução dos ideais e convicções do head designer.

Créditos Fotográficos: Pedro Cláudio

(SUM)one

2009

Cliente

ExperimentaDesign'09


Ref.

MR¯D/prj.11


Cat.

Mobiliário

Description

SUM(one)

(SUM)one é o resultado final de num projecto colaborativo entre o gabinete Miguel Rios Design e a artista plástica Ângela Ferreira. Tendo como ponto de partida o edifício do recém-inaugurado MUDE - Museu do Design e da Moda em Lisboa, desenvolveram-se um conjunto de exercícios de apropriação, envolvendo as áreas da Arquitectura, Artes Plásticas e Design, os contextos politico, económico e social, e a histórica relação entre Lisboa - Portugal e Maputo - Moçambique.


(SUM)one afirma-se como uma peça que sintetiza os diversos aspectos projectuais, abraçando o conceito “all in one” explorado por Joe Colombo na Mini Kitchen de 1963 – uma das grandes referências de Miguel Rios, head designer do gabinete.

Em estreita colaboração com a empresa FABRI Cozinhas, que prestou todo o apoio e consultoria técnica, o (SUM)one define-se no conjunto de uma mesa com arrumação e dois móveis de assento, destinando-se funcionalmente à utilização por duas pessoas: como bancada de apoio de cozinha, ou mini escritório, ou um espaço de refeições. Pela sua morfologia e materiais utilizados (Corian®, MDF lacado brilhante e mate, napa e ferragens Blum®), permite a sua utilização em ambientes exteriores e interiores.

System [re]Active

2009

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.10


Cat.

Technology | Textile

COMPRE na

MR¯D | Online SHOP


ou na

Fábrica Features (Lisboa)

MUUDA (Porto)

Le QuoTibaU (Paris)

Prémios

Descrição

System [re]Active

Sistema Modular | Kit de Montagem constituído por quatro componentes para a construção de duas tipologias de malas / contentores, e por duas bolsas acopláveis adicionais. Na continuação do desenvolvimento da linha System, é o resultado de um processo de redesign do System 2k07, mantendo-se a utilização em contexto urbano, a manipulação lúdica das componentes e a multiplicidade de alternativas. O System (re)Active está disponível em doze cores e em dois estampados diferentes.


Desde a sua génese, o projecto System define-se como um sistema aberto de design, onde num permanent work in progress se desenvolvem novas valências e soluções, segundo premissas projectuais definidas internamente e questões emergentes afectas ao melhor desempenho dos produtos. Após o sucesso alcançado pelo System 2k07 e volvidos 18 meses após o lançamento dos primeiros artigos da linha, com base na experiência adquirida, na resposta do mercado e num conjunto de testes realizados junto de utilizadores, nasce o System (re)Active.

Como o próprio nome indica, reactivámos o System 2k07 resolvendo um conjunto de questões detectadas junto dos diversos actores: público em geral, utilizadores, media, comerciantes, empresa produtora, centro tecnológico especializado, empresas e marcas concorrentes. Foram aprofundados alguns tópicos, desenvolvidos pormenores, ensaiados modelos e questionadas novas abordagens, por forma a dar resposta à critica e aos novos paradigmas de mercado que se nos apresentam hoje.

É filosofia do MR?D ter um olhar muito crítico sobre o seus resultados, não encerrando as suas criações sobre si mesmas e não descurando, deste modo, as contribuições que novos olhares possam ter sobre o seu trabalho. Assim, como é importante a relação que o MR?D tem com os produtos por si criados considera-se, também, muito importante a relação que o público possa ter com eles. Envolvendo o público no processo criativo de redesign, o System (re)Active é, naturalmente, para nós enquanto designers do produto, o resultado de um esforço colectivo: para além das nossas funções como designers o público também intervém directamente na resolução de problemas e na sugestão de novas valências. Sempre focados no produto, é das conclusões retiradas deste exercício de dupla dialéctica MR?D -Objecto e Público-Objecto, que consideramos que a linha System possa vir a atingir maturidade conceptual, formal e funcional.

O System (re)Active é, portanto, o resultado, provavelmente não final, de um produto que se define como uma transformação do seu antecessor System 2k07, com uma forte componente comercial e de evolução formal / funcional. Diferente, sem dúvida, mas em simultâneo um avatar real, que pretende ser um motor estratégico do desenvolvimento do MR?D , e mais um exemplo da viabilidade dos produtos designed and made in Portugal.

O lançamento do System (re)Active decorreu no dia 29 de Maio de 2009, na OFICINA - espaço para apresentação de projectos alternativos da Galeria Fernando Santos, no Porto, com o apoio da Appleton Square.

A 7 de Novembro de 2009, o Projecto System foi distinguido com o Prémio Nacional de Design – Sena da Silva, na categoria Moda / Têxtil. Os Prémios Nacionais de Design, atribuídos de dois em dois anos, são uma iniciativa do Centro Português de Design com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva. O Prémio Sena da Silva distingue empresas e designers, nas áreas de Equipamento/Industrial; Comunicação/Gráfico, Ambientes; Moda/Têxtil e Joalharia, tendo tido como júri na edição de 2009 o designer Henrique Cayatte e designer Beatriz Vidal, presidente e vice-presidente do Centro Português de Design, respectivamente; a Dr.ª Suzana Ferreira em representação da Caixa Geral de Depósitos; o Dr. Pedro Matias, Vice-Presidente do IAPMEI Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas; a Dr.ª Bárbara Coutinho, presidente do MUDE – Museu do Design e da Moda; o designer Nuno Sá Leal da Associação Portuguesa de Designers; e os designers especialistas nas diversas áreas: Eduardo Afonso Dias, Francisco Providência, Filipe Alarcão, Eduarda Abbondanza e Ana Campos.

Protect Urban Pro

2007 — 2010

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.08


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

Protect Urban Pro

Em Julho de 2007, o gabinete Miguel Rios Design vence o 1º prémio do Concurso de Design para Equipamentos de Protecção Individual (EPI), promovido pelo Centro Tecnológico CITEVE, com o projecto Protect Urban Pro. Este EPI destina-se a profissionais de recolha de resíduos urbanos, sendo premissa de projecto não só a protecção física do indivíduo, mas também a transformação da imagem social da profissão. O Protect Urban Pro está na fase final de testes, prevendo-se estar disponível ao público em 2010.


É objectivo deste projecto propor novas soluções, e estabelecer novas premissas para futuros desenvolvimentos, no âmbito dos fardamentos desta tipologia existentes presentemente em Portugal. Propomo-nos a atingir estes fins pela via do design, e em função dos objectivos técnicos e humanos por nós estabelecidos com base no estudo concreto sobre a profissão, que incluiu uma extensa pesquisa de contexto, estudos ergonómicos e inquéritos junto dos profissionais do sector. Neste projecto é contemplado o desenvolvimento de duas peças exteriores - blusão e calça, bem como, uma protecção corporal, na tentativa de responder às necessidades apresentadas por estes profissionais.

Através do desenvolvimento destas três peças, privilegia-se e pretende-se a alteração da imagem e condição do cantoneiro, indo de encontro ao conceito de Agentes de Saúde Pública, por forma a dignificar a actividade e a afastar a imagem actual que pervalece junto das populações urbanas em geral em considerar este profissional como os “homens e mulheres do lixo”. Este ponto, associado à protecção da sua integridade física e psicológica, é por nós considerado fundamental e inovador na concepção desta tipologia de EPIs, sempre associado ao cumprimento das normas específicas e de marcação CE.

Foram tidos em conta, por um lado, os parâmetros directamente relacionados com a actividade de recolha e limpeza de resíduos e lixos - protecção, segurança e conforto do cantoneiro, resolvidos com soluções técnicas de confecção e aplicação de materiais especificamente seleccionados: anti-bacterianos, térmicos, anti-transpiração, resistentes ao corte e à perfuração, e anti-impacto. Adicionalmente, e pela análise das respostas aos inquéritos realizados, constata-se que um dos factores que mais preocupa esta classe de profissionais é a questão da segurança. Por esse facto, tomou-se muita atenção sobre esta questão propondo uma protecção física sobre a forma de colete, de modo a colmatar uma preocupação bastante pertinente desta classe profissional.

System 2k07

2007

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.09


Cat.

Tecnologia | Textil

SHOP at

MR¯D | Online SHOP


or

Fábrica Features (Lisboa)

MUUDA (Porto)

Le QuoTibaU (Paris)

Prémios

Descrição

System 2k07

Sistema Modular | Kit de Montagem constituído por sete componentes para a construção de um conjunto de malas / contentores, para utilização em contexto urbano, assente na mais-valia da manipulação lúdica das componentes que o constituem, proporcionando uma multiplicidade de alternativas. Este sistema será associado a outros sistemas, através de outros produtos modulares. O System 2k07 está disponível em seis cores diferentes e em branco (edição limitada).
(Registo de Desenho ou Modelo Comunitário n.º 000809215 de 15/10/2007)


Para além de fomentar a expressão individual, a modularidade e a construção orientada constituem a mais-valia do System 2k07, tendo em conta que cada utilizador pode adaptá-lo à medida das suas necessidades e mobilidade, com a manipulação de um produto integrado, numa óptica de imagem coordenada. A possibilidade de combinar apenas sete componentes, que constituem o kit de montagem System 2k07, permite a construção de cinco tipologias de malas / contentores; BOX, LAPTOP, POCKET, PORTFOLIO e STREET, variações do mesmo kit, cujo fácil manuseamento é imperativo nesta tipologia de produtos. Igualmente, o Drizzle System, para além de se poder agregar ao System 2k07, funcionando como a sua primeira extensão, é a solução óptima e rápida para a protecção individual. A possibilidade de agregar / substituir outras valências, quando desejado por qualquer utilizador, sempre sob o conceito DIY - do it yourself, constitui um sistema em constante expansão, um projecto work in progress, em que novos elementos poderão vir a integrar e / ou substituir elementos mais antigos. A linha System é, e será sempre na sua essência, um sistema aberto de design.

O lançamento do System 2k07, no dia 13 de Outubro de 2007, contou com o apoios de Cristina Guerra – Contemporary Art, Vera Cortês- Agência de Arte e Appleton Square.

A 7 de Novembro de 2009, o Projecto System foi distinguido com o Prémio Nacional de Design – Sena da Silva, na categoria Moda / Têxtil. Os Prémios Nacionais de Design, atribuídos de dois em dois anos, são uma iniciativa do Centro Português de Design com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva. O Prémio Sena da Silva distingue empresas e designers, nas áreas de Equipamento/Industrial; Comunicação/Gráfico, Ambientes; Moda/Têxtil e Joalharia, tendo tido como júri na edição de 2009 o designer Henrique Cayatte e designer Beatriz Vidal, presidente e vice-presidente do Centro Português de Design, respectivamente; a Dr.ª Suzana Ferreira em representação da Caixa Geral de Depósitos; o Dr. Pedro Matias, Vice-Presidente do IAPMEI Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas; a Dr.ª Bárbara Coutinho, presidente do MUDE – Museu do Design e da Moda; o designer Nuno Sá Leal da Associação Portuguesa de Designers; e os designers especialistas nas diversas áreas: Eduardo Afonso Dias, Francisco Providência, Filipe Alarcão, Eduarda Abbondanza e Ana Campos.

I-Garment

2003 — 2006

Client

ESA (Agência Espacial Europeia)


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

I-Garment

Primeiro uniforme inteligente de combate a incêndios florestais constituído por um blusão e umas calças que integram sensores, inclinómetros, eléctrodos para medida dos batimentos cardíacos e sistemas de telecomunicações terrestres e via satélite. Desenvolvido pelo consórcio formado pelo gabinete Miguel Rios Design, pela empresa de tecnologia de informação YDreams (entidade coordenadora) e pelo Instituto de Telecomunicações (Pólo de Aveiro), para a Agência Espacial Europeia (ESA). Entidade de Referência para o utilizador: Sociedade Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).


Em 2003, o consórcio constituído pelo gabinete Miguel Rios Design, o Instituto de Telecomunicações (Polo de Aveiro) e a YDreams, como entidade coordenadora, apresentaram um projecto à Agência Espacial Europeia (ESA) por forma a desenvolver o primeiro uniforme inteligente para combate a incêndios florestais. A Sociedade Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) participa no projecto como entidade de referência para o utilizador do futuro fardamento, sem qualquer relacionamento contratual.

O desenvolvimento de um projecto desta natureza resultou da preocupação constatada por diversos países do Sul da Europa, face às frentes de fogo registadas nos meses de Verão. Em Portugal, estes incêndios consomem anualmente milhares de hectares de floresta, causando a morte de pessoas e milhões de euros em prejuízos. A falta de equipamentos adequados ao combate a incêndios é um dos principais entraves ao seu controlo e, portanto, uma das razões para o desenvolvimento deste uniforme.

Este uniforme inteligente, denominado de I-GARMENT, envolve o design das peças de vestuário, a integração de sensores, sistemas de telecomunicações terrestres e via satélite, bem como, desenvolvimento de interfaces para dispositivos móveis (PDA, PC, Portáteis e SmartPhones).

Coube ao gabinete Miguel Rios Design a função de conceber um novo uniforme de combate a incêndios florestais, constituído por um blusão e umas calças, bem como, a investigação e selecção dos melhores materiais que o constituem. Foi alvo de estudo por parte deste gabinete o método e desenvolvimento da integração dos dispositivos que constituem o hardware, desenvolvidos na YDreams, ou seja o estudo da planificação do sistema de cabelagem e integração de sensores, inclinómetros e eléctrodos. Igualmente, o I-GARMENT foi concebido, na óptica do design, de maneira a que se satisfaça o utilizador a nível da alta segurança com a utilização de materiais com resistência à abrasão, características ignífugas, à prova de água, alta visibilidade, tendo em conta a norma europeia EN 469:2005, definida para uniformes de combate a incêndios. Devido à existência de “objectos estranhos” junto ao corpo, com a introdução de um sistema de hardware no uniforme, o I-GARMENT foi estudado e desenvolvido ao nível formal de modo a se estabelecerem níveis de conforto máximo. Foi preocupação deste gabinete a maximização da utilização do I-GARMENT, bem como facilitar o seu manuseamento, dentro e fora de combate, face às novas características que o compõem; qualquer corporação de bombeiros pode realizar a manutenção do seu equipamento (substituição de sensores danificados, por exemplo) nas suas instalações, sem recorrer a entidades externas, aumentando deste modo a sua capacidade de autonomia e minimizando custos adicionais.

O I-GARMENT, cujos protótipos foram desenvolvidos na LOUSAFIL, empresa portuguesa parceira do consórcio e especializada em fardamentos de imagem e técnicos, para além de virem a ser equipados com sensores de localização, sistemas que permitem detectar movimento e condições ambientais, engloba ainda a monitorização de sinais, que irão permitir a gestão de unidades de Protecção Civil próximas e a integração com as bases de dados da mesma entidade. Participa ainda neste projecto sob a forma de parceria a empresa IBEROMOLDES, que efectuou os estudos e o desenvolvimento da caixa protectora do hardware, integrado no blusão, em local especificamente definido para tal fim.

O I-GARMENT foi financiado pelo programa ARTES 5 e após 3 anos de estudo, desenvolvimento, ensaios e testes no terreno, foi apresentado formalmente à ESA, em finais de 2006. Este projecto está patenteado na CE, EUA e Austrália.

UWMS Climatic

2003

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

UWMS CLimatic

UWMS Climatic Produto integrado, numa óptica de imagem coordenada para o cidadão urbano, que integra um blusão windstopper® e máscara incorporada anti-bacteriana para protecção ambiental. Este projecto inclui calça impermeável com pocket-belt amovível, para transporte de sistemas de comunicações móveis.

Empresas parceiras
LMA (tecidos), Confenor (confecção)

Projecto apresentado na Acção Piloto “Urban Warriors: Máxima Segurança” que teve lugar na feira de design do Congresso Use(r) Design, realizada entre os dias 27 e 30 de Março de 2003, no âmbito do Plano Operacional da Economia.

Redesign em curso.

UW3G

2003

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

UW3G Climatic

Blusão integrado tendo como mercado alvo a nova geração de trabalhadores urbanos. Consiste no desenvolvimento de um blusão de alta resistência, com detalhes reflectores, que integra um sistema Air Vantage ® para regulação da temperatura corporal do indivíduo. O UW3G possibilita ainda a integração de um sistema de localização e comunicação por PDA.

Empresas parceiras
YDreams (sistema de localização / comunicação), LMA (tecidos), Damel (confecção)

Projecto apresentado na Acção Piloto “Urban Warriors: Máxima Segurança” que teve lugar na feira de design do Congresso Use(r) Design, realizada entre os dias 27 e 30 de Março de 2003, no âmbito do Plano Operacional da Economia (POE).

Redesign em curso.

Follow us

Facebook
Twitter
Youtube
Vimeo
RSS