P E
MR¯D

PROJECTOS / Tecnologia / P / G / Todos

STORM SYSTEM

2010 — 2013

Site

stormsystem.eu


Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.13


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

STORM SYSTEM by MR¯D

Neste início de milénio pós-industrial, ambiental e demograficamente complexo, é urgente refletir sobre as transformações que ocorrem na interação entre o individuo, a urbe que habita, o meio ambiente no qual se insere e as suas próprias condições de proteção. O crescimento populacional do nosso tempo obriga a uma reorganização do espaço, nos mais variados contextos com que o individuo se cruza nas grandes superfícies urbanas, assim como a uma interiorização dos impactos das consequentes alterações comportamentais. Deste modo, propaga-se um excesso logístico e ambiental insuportável (e vice versa), resultando numa situação mais propícia a cenários improváveis para a coexistência humana. Poluição e intempéries culminam numa incapacidade de suporte do ecossistema natural e urbano e, portanto, numa imediata e maior instabilidade quer do individuo per se, quer do coletivo que esse indivíduo constitui com os outros. Emergem, assim, novas necessidades logísticas, habitacionais e até protecionais, pelo que, consequentemente, todo um novo contexto de vivência para o Homem deverá ser equacionado. Estas necessidades catalisam todo um raciocínio de design contextual, de elevada importância no que se refere a sua capacidade de poder vir a contribuir com soluções em concordância com o novo habitat global. O território e o contexto parametrizam a intervenção de uma ação conjunta do Design e da Tecnologia, abrindo campo a uma discussão alargada à Arte e à Sociologia.


Contextualizando este projeto, considera-se o tempo de ação pós-civilizacional. Paisagens pós-urbanas, fustigadas pelas mais variadas intempéries, provas da vitória da técnica que no seu mais alto momento de glória pereceu no esquecimento, numa condição de natureza ubíqua e inanimada. Florestas de aço, densas e estéreis, condenadas a testemunhar o deambular de homens ausentes de propósito, primatas da era pós-tecnológica. Primatas como consequência da singularidade civilizacional que teve lugar algures no tempo, por nós designado Tempo Alfa, que foram confinados a uma aceitação inquestionável do real. Primatas que habitam um espaço tido como ubíquo, repleto de memória e signos que carecem de significação. Há assim, neste confronto entre o nosso tempo e o Tempo Alfa, espelhos que devolvem ao Homem um reflexo civilizacional de si mesmo. O novo primata é posto em contacto com a memória do espaço que habita, com a memória da sua própria condição.

E é nesta perspetiva histórica que surge, enquanto objeto de design, o STORM SYSTEM. Este acompanha a mensagem e simultaneamente é a mensagem, condensando em si o fator experiência de um tempo anterior (arqueologia do futuro) e simultaneamente um dispositivo para este novo tempo. O STORM SYSTEM, peça de vestuário de inteligência contextual e tecnológica, surge igualmente no sentido de dar continuidade à prática a que o MR-D se propõe, no âmbito da relação entre design e tecnologia enquanto resposta aos novos reptos da contemporaneidade urbana. É uma gabardina inteligente, que pretende ir muito além da esfera que lhe é imediata, ou seja, a esfera do vestuário. Insurge-se enquanto dispositivo de proteção corporal, cuja volumetria reconfigura visual e formalmente a tridimensionalidade corporal do seu utilizador. Tendo o corpo humano e as suas necessidades para o desempenho na nova vivência urbana como génese, o STORM SYSTEM apresenta-se como uma solução que abrange desde a proteção, mediação e visibilidade, até à componente térmica integrada, valências entendidas como concretizações do ponto de vista formal. Por forma a sistematizar o raciocínio subjacente, este projeto poderá definir-se em quatro abordagens inter-relacionadas:

MANIFESTO: O STORM SYSTEM é um call for action, um apelo comportamental no que concerne a questão ambiental, e a consequente modificação da nossa identidade pelo uso e materializações da tecnologia. O novo individuo para uma desconhecida era adversa torna-se mais primário.

DESIGN: Tendo como base a filosofia de trabalho deste gabinete (lógica de raciocínio, metodologia de projeto, recursos de I&D, e política de design), o STORM SYSTEMmaterializa um conceito, e comunica a metáfora pela forma e pela integração da tecnologia. É um produto conceptual para um ambiente urbano, precursor de uma peça de vestuário comercial destinada às cidades de hoje.

TECNOLOGIA: Trabalhando em estreita colaboração com os nossos parceiros portugueses e internacionais, os resultados da materialização do conceito trouxeram mais conforto e proteção ao utilizador ao nível do vestuário (iluminação, aquecimento e sensores | controle | touch pad).

IDENTIDADE: Este projeto foca-se no entender do design e da tecnologia como extensões do homem a vários níveis. Salienta-se particularmente o lado simbólico e a forma como qualquer complemento que se cria para o corpo humano (re)construir a nossa identidade. O resultado visual do STORM SYSTEM, proteção máxima do individuo, quer ao nível dos processos mentais, antropológicos e sociais, quer ao nível do aspeto físico, corresponde à adulteração máxima da identidade do indíviduo tal como o conhecemos. Se por um lado existem ganhos significativos, verifica-se que num cenário extremo, incorremos num risco sério de alteração de identidade. Assumindo a proteção como objetivo primordial, e sublinhando a mesma enquanto um comportamento de defesa, logo, por si só, uma necessidade primária, torna-se imperativa a preservação do corpo e dos principais sentidos, condicionando-os de uma forma quase obrigatória. Ao fazê-lo regula-se a expressão da identidade, mas mais do que a alterar, há uma séria possibilidade de anulação.

A solução torna-nos anónimos.

MIGUELRIOS¯DESIGN
22 de Fevereiro 2013

Protect Urban Pro

2007 — 2010

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.08


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

Protect Urban Pro

Em Julho de 2007, o gabinete Miguel Rios Design vence o 1º prémio do Concurso de Design para Equipamentos de Protecção Individual (EPI), promovido pelo Centro Tecnológico CITEVE, com o projecto Protect Urban Pro. Este EPI destina-se a profissionais de recolha de resíduos urbanos, sendo premissa de projecto não só a protecção física do indivíduo, mas também a transformação da imagem social da profissão. O Protect Urban Pro está na fase final de testes, prevendo-se estar disponível ao público em 2010.


É objectivo deste projecto propor novas soluções, e estabelecer novas premissas para futuros desenvolvimentos, no âmbito dos fardamentos desta tipologia existentes presentemente em Portugal. Propomo-nos a atingir estes fins pela via do design, e em função dos objectivos técnicos e humanos por nós estabelecidos com base no estudo concreto sobre a profissão, que incluiu uma extensa pesquisa de contexto, estudos ergonómicos e inquéritos junto dos profissionais do sector. Neste projecto é contemplado o desenvolvimento de duas peças exteriores - blusão e calça, bem como, uma protecção corporal, na tentativa de responder às necessidades apresentadas por estes profissionais.

Através do desenvolvimento destas três peças, privilegia-se e pretende-se a alteração da imagem e condição do cantoneiro, indo de encontro ao conceito de Agentes de Saúde Pública, por forma a dignificar a actividade e a afastar a imagem actual que pervalece junto das populações urbanas em geral em considerar este profissional como os “homens e mulheres do lixo”. Este ponto, associado à protecção da sua integridade física e psicológica, é por nós considerado fundamental e inovador na concepção desta tipologia de EPIs, sempre associado ao cumprimento das normas específicas e de marcação CE.

Foram tidos em conta, por um lado, os parâmetros directamente relacionados com a actividade de recolha e limpeza de resíduos e lixos - protecção, segurança e conforto do cantoneiro, resolvidos com soluções técnicas de confecção e aplicação de materiais especificamente seleccionados: anti-bacterianos, térmicos, anti-transpiração, resistentes ao corte e à perfuração, e anti-impacto. Adicionalmente, e pela análise das respostas aos inquéritos realizados, constata-se que um dos factores que mais preocupa esta classe de profissionais é a questão da segurança. Por esse facto, tomou-se muita atenção sobre esta questão propondo uma protecção física sobre a forma de colete, de modo a colmatar uma preocupação bastante pertinente desta classe profissional.

I-Garment

2003 — 2006

Cliente

ESA (Agência Espacial Europeia)


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

I-Garment

Primeiro uniforme inteligente de combate a incêndios florestais constituído por um blusão e umas calças que integram sensores, inclinómetros, eléctrodos para medida dos batimentos cardíacos e sistemas de telecomunicações terrestres e via satélite. Desenvolvido pelo consórcio formado pelo gabinete Miguel Rios Design, pela empresa de tecnologia de informação YDreams (entidade coordenadora) e pelo Instituto de Telecomunicações (Pólo de Aveiro), para a Agência Espacial Europeia (ESA). Entidade de Referência para o utilizador: Sociedade Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).


Em 2003, o consórcio constituído pelo gabinete Miguel Rios Design, o Instituto de Telecomunicações (Polo de Aveiro) e a YDreams, como entidade coordenadora, apresentaram um projecto à Agência Espacial Europeia (ESA) por forma a desenvolver o primeiro uniforme inteligente para combate a incêndios florestais. A Sociedade Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) participa no projecto como entidade de referência para o utilizador do futuro fardamento, sem qualquer relacionamento contratual.

O desenvolvimento de um projecto desta natureza resultou da preocupação constatada por diversos países do Sul da Europa, face às frentes de fogo registadas nos meses de Verão. Em Portugal, estes incêndios consomem anualmente milhares de hectares de floresta, causando a morte de pessoas e milhões de euros em prejuízos. A falta de equipamentos adequados ao combate a incêndios é um dos principais entraves ao seu controlo e, portanto, uma das razões para o desenvolvimento deste uniforme.

Este uniforme inteligente, denominado de I-GARMENT, envolve o design das peças de vestuário, a integração de sensores, sistemas de telecomunicações terrestres e via satélite, bem como, desenvolvimento de interfaces para dispositivos móveis (PDA, PC, Portáteis e SmartPhones).

Coube ao gabinete Miguel Rios Design a função de conceber um novo uniforme de combate a incêndios florestais, constituído por um blusão e umas calças, bem como, a investigação e selecção dos melhores materiais que o constituem. Foi alvo de estudo por parte deste gabinete o método e desenvolvimento da integração dos dispositivos que constituem o hardware, desenvolvidos na YDreams, ou seja o estudo da planificação do sistema de cabelagem e integração de sensores, inclinómetros e eléctrodos. Igualmente, o I-GARMENT foi concebido, na óptica do design, de maneira a que se satisfaça o utilizador a nível da alta segurança com a utilização de materiais com resistência à abrasão, características ignífugas, à prova de água, alta visibilidade, tendo em conta a norma europeia EN 469:2005, definida para uniformes de combate a incêndios. Devido à existência de “objectos estranhos” junto ao corpo, com a introdução de um sistema de hardware no uniforme, o I-GARMENT foi estudado e desenvolvido ao nível formal de modo a se estabelecerem níveis de conforto máximo. Foi preocupação deste gabinete a maximização da utilização do I-GARMENT, bem como facilitar o seu manuseamento, dentro e fora de combate, face às novas características que o compõem; qualquer corporação de bombeiros pode realizar a manutenção do seu equipamento (substituição de sensores danificados, por exemplo) nas suas instalações, sem recorrer a entidades externas, aumentando deste modo a sua capacidade de autonomia e minimizando custos adicionais.

O I-GARMENT, cujos protótipos foram desenvolvidos na LOUSAFIL, empresa portuguesa parceira do consórcio e especializada em fardamentos de imagem e técnicos, para além de virem a ser equipados com sensores de localização, sistemas que permitem detectar movimento e condições ambientais, engloba ainda a monitorização de sinais, que irão permitir a gestão de unidades de Protecção Civil próximas e a integração com as bases de dados da mesma entidade. Participa ainda neste projecto sob a forma de parceria a empresa IBEROMOLDES, que efectuou os estudos e o desenvolvimento da caixa protectora do hardware, integrado no blusão, em local especificamente definido para tal fim.

O I-GARMENT foi financiado pelo programa ARTES 5 e após 3 anos de estudo, desenvolvimento, ensaios e testes no terreno, foi apresentado formalmente à ESA, em finais de 2006. Este projecto está patenteado na CE, EUA e Austrália.

UWMS Climatic

2003

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

UWMS CLimatic

UWMS Climatic Produto integrado, numa óptica de imagem coordenada para o cidadão urbano, que integra um blusão windstopper® e máscara incorporada anti-bacteriana para protecção ambiental. Este projecto inclui calça impermeável com pocket-belt amovível, para transporte de sistemas de comunicações móveis.

Empresas parceiras
LMA (tecidos), Confenor (confecção)

Projecto apresentado na Acção Piloto “Urban Warriors: Máxima Segurança” que teve lugar na feira de design do Congresso Use(r) Design, realizada entre os dias 27 e 30 de Março de 2003, no âmbito do Plano Operacional da Economia.

Redesign em curso.

UW3G

2003

Cliente

Edição Própria


Ref.

MR¯D/prj.07


Cat.

Tecnologia | Textil

Descrição

UW3G Climatic

Blusão integrado tendo como mercado alvo a nova geração de trabalhadores urbanos. Consiste no desenvolvimento de um blusão de alta resistência, com detalhes reflectores, que integra um sistema Air Vantage ® para regulação da temperatura corporal do indivíduo. O UW3G possibilita ainda a integração de um sistema de localização e comunicação por PDA.

Empresas parceiras
YDreams (sistema de localização / comunicação), LMA (tecidos), Damel (confecção)

Projecto apresentado na Acção Piloto “Urban Warriors: Máxima Segurança” que teve lugar na feira de design do Congresso Use(r) Design, realizada entre os dias 27 e 30 de Março de 2003, no âmbito do Plano Operacional da Economia (POE).

Redesign em curso.

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